domingo, 18 de dezembro de 2011

E tudo isso vai passar ( FALTA ATUALIZAR)

Na verdade não era carnaval, réveillon e nem mesmo o verão, mas a cabeça rodava como um pileque, nem mesmo sentia a euforia descontraída de um folião, era uma confusão estranha que mexe com vários sentimentos fazendo sentir um aperto diferente. Era inicio de uma nova temporada pelo menos pra mim, costumava a maioria das vezes me perder em pensamentos desconexos, em sentimentos, agora era diferente tinha que aprender a entender minhas fraquezas e aí cada aquele cara fortão? Parecia mais um "Pierrot ao chorar pela colombina no meio da multidão, não estava com o coração partido por nem um desamor, mas ele estava muito apertado com coisas novas que precisava aprender a me dar, com coisas diferentes, é estranho quando crescemos que saímos daquela proteção a qual nossos pais tentavam nos encapsular, e aí "neguinho" é que o negocio pega! De ver o cara lá inteirão, vir o médico e dizer "a boa notícia é que o exame correu tudo bem, mas achamos um tumor (câncer) com a metastase avançada, não conseguimos saber qual o foco primário" tudo bem que a minha cabeça ainda estava na palavra câncer, e meu egoísmo rapidamente juntou com meu medo e aflorou cabeça rodando, girando e agora a relação que iniciei no inicio do texto sabe quando o carnaval ta rolando e aí onde eu estou? Cadê o pessoal que estava comigo, pronto e exatamente isso ou então cade aquele amor que aconteceu no verão e passou tão rápido que criou estragos no pobre coração. Poise a cabeça foi direto procurando no meu egoísmo a época da escola mais na lembrança nem uma série primaria, secundaria nem mesmo de graduação vinha aquela explicação, o entendimento do perder, na verdade era o medo dele, essa era a primeira fase, meu desespero tomava conta da minha cabeça, sem entender que isso aí era a escola, a escola da vida me dando mais uma lição, entender isso não fez com que eu me mantivesse mais calmo e nem mesmo mais forte, me fez criar questionamentos que no futuro muito próximo seriam bem importantes, entre muitos choros consolos de pessoas amadas o coração parece que volta do carnaval, de qualquer lugar onde pudesse estar tão bagunçado quanto a cabeça estava. Começa a fase do medo, posso dizer que essa não passa ela fica pelo menos até agora não passou ela fica mais branda, no inicio era em choros, já não tão freqüentes, pra situações de o choro tão forte tirar choros da mãe e da madrinha "não to preparado pra perder meu pai" sem perceber que aquele egoísmo tirava a percepção de que eu não era o único a sofrer. Aí veio a hora de contar, médico conta pra ele, aquilo passa a seco como uma bala a queima roupa, tão quente que no inicio precisa um silencio calmo pra ele absorver então, o cara fecha os olhos e depois de alguns minutos eu, ele e a minha irmã, ele fala pra não chorarmos e eu em seguida largo então não chora tu não vai morrer, a gente vai vencer essa luta, e ele nos diz "não tenho medo de morrer, tenho medo de deixar vocês" aquelas referencias que todo mundo fala "não demonstra fraqueza na frente dele" devo ter esquecido no primeiro "n" me botei a chorar parecia criança e junto com aquele cara que nos meus 25 anos nunca havia visto chorar , agora vendo ele apertar os olhos pra disfarçar o choro. Parecia um mantra mas no meio de tanta gente, me ajudou muito "eu não vou perder meu pai, eu não vou perder meu pai" isso me ajudou muito, vieram vários retardados ou devia dizer desumanos, um deles me disse "só um milagre" essa desceu feito uma bomba a janelinha do corredor já era grande amiga dos meus choros, e lá estava eu, namorada, madrinha, irma da mulher do meu pai, minha prima todo mundo tentando ajudar, consolar, mas meu coração acho que nem ali estava fiquei muito perdido, choro, respira acalma, chora de novo, como dói , ficamos um pouco mais com ele essa noite não dormimos no hospital, cheguei em casa, minha mãe me da um ansiolitico na esperança de eu passar uma noite melhor, fiquei na sala fingindo ver alguma coisa na televisão mas minha cabeça não estava ali, depois entro pro meu quarto, na cama chorando e minha mãe acordou veio no meu quarto, me partia o coração ver ela chorando me vendo chorar, mas meu coração estava desolado demais pra conseguir parar naquele momento ela de deitou comigo enquanto eu ouvia " pai pode ser que daqui algum tempo haja tempo pra gente ser mais, muito mais que dois grandes amigos, pai e filho talvez" "Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
E pedir pra você ir lá em casa
E brincar com vovô com meu filho
No tapete da sala de estar"
Nossa na minha cabeça isso ia feito tortura, o meu medo me matava de imaginar que meu pai não estaria o dia que eu fosse ter me filho, nossa meu coração entrava em uma aflição que não sei explicar, voltei ao hospital, lá estava ele absorvendo ainda a informação. Depois veio a fase que ainda estou, da aceitação, da luta, do choro discreto enquanto as noites passo do lado dele, foi quando passei a confiar mais em Deus, aqueles questionamentos me foram muito úteis pra essa fase onde acredito que Deus e magnânimo e isso tudo vai passar, e em uma hora certa meu filho vai ter avó mas meu pai também estará lá pra ser avô, que isso é uma guerra longa, mas que ela não pode e nem vai me fazer deixar de sorrir, tirando todo o lado ruim da doença ela me trouxe muitas coisas boas, a começar me deixou mais perto de Deus, ao invés de pensar em culpar, ele entrou ainda mais no meu coração, me mostrou que brigas mesquinhas não acrescentam nada, me deu um medo enorme pra poder dar mais valor, me ensinou a tirar de dentro de mim sentimentos ruins... Trouxe pessoas que eu morria de saudade pra perto, mostrou o grande lutador que meu pai é, esse aqui nem mesmo com tudo isso diminuiu a fé, vamos respeitar o cara é um lutador. Agradecer a minha mãe e a minha madrinha por toda a força, carinho e amor! A minha namorada por todo o apoio, a minha irmã, cunhado, avó e tia avó que sempre ajudam a tornar isso mais fácil do que é, aos meus amigos e tios toda a força, a Norma ao apoio e companheirismo que aprendemos a criar nessa fase, e aos meus queridos que não sabiam o que fazer ou falar, eu entendo , confesso que preferia ter mais um abraço e falar besteiras do que a omissão, mas eu entendo perfeitamente! Agradecer a umas pessoas que vem sempre tentando me dar força, Toninho meu primo, que tem vivido bastante disso por estar fazendo a fisioterapia do meu pai, tio Affonso, Paulinho, Helllyette e Blanca, e a todos os primos, sem me esquecer da Ana Paula e o Ze. Eloi que parecem que sempre estam por aqui quando o negocio vai apertar mais, Mateus, Luiz, João e Mario, lembrando também do Breno e Bruno e todos que mandam mensagens, emails ou ligam, a minha amiga Natasha que ela mantenha sempre esse coração e a fé. E a outras pessoas que mesmo de longe tentam mandar positivas vibrações.

Por favor não notem os erros foi feito nessas madrugadas intermináveis de hospital, a todos que eu botei dentro de grupos e porque já são 5 da manha e o corpo já esta pedindo arrego!

Boa noite a todos!
Neto Soares
07/09/2011

OBS: O Final da história não é feliz como idealizei =/

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Então ja que tudo aquilo foi visto como nada, gostaria de achar onde deixar o nada que pra mim ainda existe...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um dia normal

Não saberia que seria diferente, mas sempre era um prazer o acordar pra trabalhar, aquela rotina que todos os dias se repetia de forma tão igual e diferente que todas as vezes provoca uma excitação misturada com ansiedade que o fazia gostar ainda mais da sua profissão, todo aquele ritual de ligar para o produtor, maquiador e modelo o fazia muito bem. Acordou as 4:00 horas ligou para toda a equipe, tomou um banho rápido, botou um jeans uma camiseta básica branca e um allstar, pegou sua carteira, celular e chave do carro que se encontravam ao lado da cama, seguiu até a sala pegou o case com a câmera, a outra sacola com os flashes e tripés, chamou o elevador, cantando qualquer coisa dos beatles o que me fazia acreditar que fosse "here comes the sun" não consigo recordar de fato, no elevador em frente ao espelho ele tenta ajeitar o cabelo que como sempre estava bem bagunçado, que criava uma certa combinação com sua barba na maioria das vezes por fazer.
Desceu do elevador cumprimentou o porteiro, seguiu para o carro, no banco de trás botou a câmera e os flashes, entrou no carro, procurou o que escutaria, acabou optando por placebo, seguiu para uma padaria que fica a 2 quadras de sua casa, lá pediu um suco de laranja e um croissant de queijo e presunto. Mandou uma mensagem para alguém, mensagem curta a qual ele escrevia com um sorriso de canto de rosto, pagou o café da manhã e saiu da padaria, seguiu para buscar a equipe, Modelo, produtor, outra modelo, produtor de moda e assistente, seguiram para locação, chegando teve uma conversa rápida com os produtores e assistente sobre o que e esperava do trabalho, então as modelos estavam na mão do maquiador/produtor, em pouco mais de 40 minutos a sessão de fotos começa. A sessão acaba por volta de 11h da manhã, a equipe se despede, ele volta pra casa, liga o computador, passa as fotos, começa a edição, para algumas horas depois precisando almoçar, após o almoço um rápido banho, deita-se na cama com a expectativa de descansar um pouco, consegue dormir pouca coisa mais do que uma hora, acorda lava o rosto, depois continua a pós-produção das fotos o que leva algum tempo. Quando começa a escurecer, os amigos começam a ligar, afinal sexta feira é um bom dia pra encontrar com os amigos, vai pra casa de um deles, várias pessoas, muito papo e muita festa, conversas em paralelo, o que era evidente era a troca de olhares com uma das mulheres que lá estava, bonita, no entanto por conta da discrição não a irei descrever, diferente de outras vezes, nem se quer tentou uma aproximação os olhares que não paravam de se cruzar, o estavam bastando, não entende-se claramente o porque, mas ele devia ter seus motivos, o celular tocou, hora de sair novamente, estranhamente mandou apenas uma mensagem, que com toda certeza foi para a mulher a qual ele almejava, ela recebeu a mensagem apenas com um discreto sorriso e uma resposta meio desconsertada, se despediu de todos, foi para o carro, a festa iria continuar em outro lugar.
Algumas coisas ocupavam a cabeça, aquele sorriso tímido que ao mesmo tempo escondia alguma coisa e não lhe saia da mente, e claro que poderia ser esclarecido, na verdade a falta de aproximação entre eles naquele momento acredito que seja por algum motivo, que era sim conhecido, mas preferiu deixar escondido assim como não foi atrás de revelar o ar triste que aquele "rir discreto" tinha e o convidava de forma tão elegante e tímida a querer revela-lo.
A noite segue e entre amigos e cervejas a lembrança do sorriso continuou na cabeça e convidou o sono a dividir espaço com ela, se despede das pessoas que estão com ele, vai pra casa entra na internet, liga o som e dorme com os pensamentos nos mistérios de um sorriso que ainda há de ser desvendado.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pode-se encontrar

Mais um dia começa, não diferente do de costume a ansiedade o tira da cama, horas antes do necessário, ele aproveita e faz as mesmas coisas costumeiras de sempre como ouvir música, bota filmes e seriados pra baixar, entrar no twitter e desejar bom dia aos que lhe são bem quistos . Somente mais um dia começando. A agenda pra hoje estava um pouco atribulada, mas havia algum tempo antes de ele começar a pensar diretamente nisso. Mexeu no seu arquivo pessoal, achou algumas lembranças que se perdem quando se fecha os olhos, boas músicas, conversas entre amigos, coisas do gênero mas que simplesmente fazem bem lembrar, aquelas coisas bobas que aconteceram ontem ou a 3 anos , mas que ainda conseguem tirar um sorriso do rosto quando as lembranças vem a mente.
Finalmente olha o horário e decide ir se arrumar, jack Johnson serve como trilha, ele segue pro banheiro, liga o chuveiro enquanto volta ao quarto pra pegar a toalha que esqueceu, entra de baixo d’agua que está bem quente exatamente como ele gosta e enquanto a água bate em seu corpo os pensamentos vão longe, tão longe quanto ele mal possa chegar para entender, apenas pensamentos cortados, sobre a vida, amores, desamores, amigos, trabalho, coisas que vão se misturando e entrando na cabeça sem simplesmente pedir licença, mas tomam conta de parte dos pensamentos quando a cabeça fica vazia e os pensamentos vem soltos. Calmamente sai do banho, vai até a geladeira, pega um suco de laranja de caixa, serve no copo e volta para o quarto, bota uma calça e senta novamente na cama pra acessar no notebook o email, pois ele havia esquecido mais cedo, nada de muito urgente somente solicitação de alguns orçamentos, que podem esperar até ele voltar do trabalho. Acaba de se arrumar, pega o som, a chave do carro, o celular e a carteira. Entra no carro e põe um dvd de uma banda que ele costuma escutar, segue para o trabalho, chega no seu destino, o cliente atrasa um pouco, enquanto isso ele aproveita o tempo pra olhar a paisagem, faz também algumas fotos da mesma. Cliente chega, o trabalho é bem tranquilo e o resultado satisfatório. Ambos ficam conversando durante algum tempo, ele segue de lá para um restaurante onde tem uma reunião sobre novos projetos.
A reunião corre com sucesso, novos projetos se iniciam, um grande amigo telefona durante a reunião e diz que gostaria de encontra-lo, bater papo e falar sobre algumas coisas que o incomodam, acabando a reunião e o almoço ele segue ao encontro do amigo, eles decidem se encontrar em lugar muito semelhante a um pier, a beleza do lugar chama a atenção das pessoas de for a que vem conhecer, eles pedem um chopp e muita conversa, a conclusão é que nem sempre os acontecimentos que envolvem coração são simples de entender, mas enfim a função ali não era entender e sim da o ombro amigo, após o papo ficar mais calmo, voltam a falar de outras coisas, bobagens que vão do futebol até a programação do final de semana que ainda faltam 4 dias pra chegar, fim de papo, eles pagam as contas, combinam de se ligar quando a sexta chegar. Ele sai do estacionamento passa em uma locadora, loca alguns filmes, volta pra sua casa para responder os orçamentos, quando abre o email, nota o convite de uma amiga para o aniversário surpresa de uma outra amiga, ele responde os orçamentos, novamente sai de casa, vai para o shopping comprar um presente para a aniversariante, roda durante algum tempo sem grande sucesso, telefona pra sua amiga e pede sugestão do que comprar, logo consegue uma boa sugestão e vai ao rumo certo, comprar um vestido que ela havia gostado. Presente comprado, volta pra casa, bota um filme, deita na cama e assiste esperando que o tempo passe um pouco mais de pressa, acaba o primeiro filme, o qual não agradou muito, bota o segundo, acaba dormindo durante o filme, acorda assustado com o telefone tocando, já estavam sentindo sua falta na festa, infelizmente ele já não chegaria para surpresa, um pouco envergonhado ainda pensa em desistir, mas decide ir, quer estar próximo de amigos, vai pro chuveiro essa vez diferente da manhã, tem que fazer tudo correndo sem nem mesmo ter tempo de botar uma trilha, como faz sempre por habito. Se arruma e corre pro carro, bota um sambinha o qual no caminho ele vai cantando em voz alta “Deixe de lado esse baixo astral, erga a cabeça enfrente o mal, que agindo assim será vital para o seu coração é que em cada experiência se aprende uma lição, eu já sofri por amar assim me dediquei mas foi tudo em vão” Quando chega um carro vai saindo bem na frente, o que facilita pois não teve que ficar procurando vaga, o barzinho tem uma decoração bem interessante coisas antigas, com uma área que serve como lounge que era justamente onde todos estavam, ele chega com um sorriso um pouco perdido por estar se sentindo um tanto sem graça, chega logo vê a aniversariante vai até ela, pede desculpa pelo atraso, dá um beijo no rosto entrega o presente desejando feliz aniversário. A amiga que o convidou o vê vai cumprimenta-lo, com ela vai uma conhecida deles que não se falavam a algum tempo, começam uma conversa a três, durante um bom tempo a noite vai passando várias risadas, papo muito agradável. Sua amiga precisa ir, o namorado vai passar pra apanha-la, eles se despedem e ela vai, ficam só os dois batendo papo, de vez em quando algum conhecido vem conversa um pouco mas logo os dois estão a sós novamente.
Passa noite várias conversas, mas ambos parecem estar interessados, ele propõe que se sentem e vão pra o balcão, ele bebendo devassa e ela um ice, eles se conheciam a bastante tempo, mas nunca tinham parado pra conversar tanto, ele se questionando o porque não a conheceu um pouco melhor antes, a ele chama atenção a forma calma de ela falar, o jeito meigo que parece ser, a forma que ela olha em volta e que ri dele quando ele se perde no assunto e fica sem graça, e se pergunta o que a poderia chamar a atenção nele, mas eles continuam a conversa, ele tentando ser o mais atencioso possível, e ela com toda certeza não parava de jogar charme, mexendo os cabelos sem parar, quando ambos se aproximam de um beijo, o telefone dela toca, ela havia acabado recentemente um namoro, e era o ex, acabou quebrando o clima, eles pagam a conta, ele a acompanha até o carro, a deixa com um beijo no rosto e segue para seu carro na dúvida do que ainda existia entre eles, mas envia uma mensagem dizendo que adorou a noite, segue pra casa, antes de dormir liga o computador, ouve um pouco de música, decide enviar um email pra ela, desejando um bom dia e no final "as vezes era bom se o celular estivesse desligado". Colocou no notebook "All my loving" dos Beatles para tocar, deitou ao lado e adormeceu. Amanhã será com certeza um novo dia. A grande dúvida é se haverá retorno...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Vida

O que falar sobre a vida, se dela não entendo quase nada, não sei nem mesmo quem são as pessoas que me querem realmente bem, eu sei quem eu quero bem de verdade. E isso me é o suficiente, pois de coração pra mim importa de verdade o que eu penso sobre as pessoas e não unicamente o que elas de mim, o quanto elas tem minha confiança e o quanto eu as quero na minha vida.
Sei as pessoas que Deus botou na minha vida como um grande presente e que rezo todas as noites pra que ele as deixe na minha vida pelo resto dela, ou até quando ele julgue de meu merecimento as ter. Mas não sei qual dessas pessoas está só de passagem ou irá comigo até onde eu as desejo comigo.
Eu sei como ajo quando estou com saudade, quando estou triste, com raiva ou indignado, mas nem sempre é como imagino, as pessoas que eu gosto aprendem a notar isso também, o que não é difícil já que minha transparência permite isso. Sei que todas as edificações de segurança que construí a minha volta para proteção, de forma alguma me deixaram menos exposto ou me tiraram a fragilidade, fiz questão todas fossem de vidro, de algo fácil de ser reconstruído para que nunca tirassem a transparência e a segurança de que as pessoas valem a pena, caso alguma vez essas proteções fossem quebradas e eu me ferisse, facilmente eu iria estar de coração aberto para novas pessoas novamente. E isso nunca me fez me sentir menor que alguém, ou menos homem, nunca tive vergonha de chorar em público, ou ter um explosão quando algo contrariava meus valores. Prefiro assim, quando as pessoas podem me conhecer, e escolher se pra elas eu valho a pena ou não e assim permitir que seja ou não construído algo, do que me proteger com todas aquelas barreiras que estamos acostumados a ver, essas existem pelo medo de se machucar, de ser ferido novamente, de ter a confiança ferida ou um coração partido. Continuo acreditando de forma que chega até mesmo a parecer utopia, mas as pessoas sempre valerão a pena umas apenas pra mostrar o quanto outras valem a pena e devem ser cultivadas dentro dos nossos corações, outras simplesmente por estarem por perto, vivas, por respirarem, serem partes dos sonhos, dos ideais humanos, não que estas não tenham defeito, pelo contrario como eu ou como você, elas são repletas deles, e o que faz delas ainda mais interessantes e encantadoras por serem simplesmente seres humanos, que se tornaram especiais pelo coração, pela índole, valores e porque não dizer também que pela criação, mas sem esquecer afeto e identificação.
Admiro a gentileza, e a forma doce com que algumas pessoas falam e agem, ainda acredito que o romantismo e o cavalheirismo valem sim a pena e que tem pessoas que irão dar muito valor a isso, e sei que aqueles caras que usam de um falso romantismo, aquela coisa forçada onde dão uma rosa com o único intuito de levar mais uma pra cama, não irão acabar com a crença de que muitas mulheres ainda acreditam no valor do romantismo, gentileza e cavalheirismo, isso não só pra mulheres que serão envoltas em uma relação amorosa, mas também pras amigas e as das nossas famílias, porque tenho certeza que se estão nas nossas vidas é porque de fato valem a pena. Espero sempre lembrar de elogia-las sempre que for de coração ou de ter um ato de cavalheirismo sempre que julgar a hora.
Também acredito que diariamente poderão aparecer pessoas nas nossas vidas, que irão valer a pena, que irão tirar durante vários dias nossas lembranças cheias de suspiros saudosos, quando não estiverem por perto, pessoas que vão nos fazer chorar porque precisam passar uma temporada longe, pessoas as quais iremos querer permanecer grudados simplesmente pelo fato de a companhia fazer muito bem, sem nem uma interesse, outras que precisaremos aconselhar, outras que nos aconselharão, varias pessoas que irão tomar parte dos nossos corações e farão parte das nossas vidas, nos fazendo rir, chorar, zangar, sentir ciúmes e varias emoções que fazem parte das relações sejam elas de amizade ou amorosas. Mas em tudo vale a pena, pois as boas lembranças alimentam a alma, ao rever um amigo após tempo longe o abraço apertado, e as lagrimas que irão cair de felicidade, fará com que facilmente a distancia seja esquecida, saber que estamos na vida destas pessoas as quais passamos muito tempo grudados, as ver rir e chorar, entender seus anseios, suas dores e alegrias e só querer de fato fazer parte disso. As pessoas as quais iremos aconselhar com a única expectativa de as ver bem, e as que nos aconselham que escutamos simplesmente por gostar delas e saber que elas também nos querem bem.
Sei que como criança começo a rir sozinho na rua ao ouvir uma música que me traz boas lembranças, sei também que diversas vezes já chorei andando sozinho quando as lembranças não eram tão boas, já tomei banho de chuva simplesmente por acreditar que me faria um pouco mais feliz naquele momento, e alguns amigos já presenciaram esses momentos de loucura tão sã.
Tenho amigos também que não sabem o quanto são importante pra mim, tenho amigos que nem mesmo falo com frequência, mas isso de forma alguma reduz em nada as amizade que os devoto, pois sei exatamente onde eles estão e me basta saber que eles estão lá, muitos irão ler este texto e nem saberão que estão entre as pessoas que lembrei enquanto eu escrevia.
Lembro de todas as vezes que fui para o meu refugio, uma ilha, a qual poucos deles puderam ir comigo, mas nessa ilha me da um aperto tão grande no coração, pois gostaria que eles pudessem estar compartilhando daquilo comigo, daquela beleza que se tornaria muito maior se eu a pudesse dividir com eles, neste mesmo lugar quando chega a noite e o coração fica apertado, cercado normalmente por belas músicas, um céu estrelado e lembranças nas quais sempre eles estão presentes.
E agradeço a Deus por ter posto cada um de vocês meus amigos na minha vida, pela importância e diferença que fazem pra mim, por todas as vezes que conseguiram despertar o que há de melhor em mim.
Certa vez me falaram sobre tempo e a amizade, e descobri que pra mim, não são coisas proporcionais, pois amizade pra mim não é algo que venha a ser construído neste plano, elas apenas se reconhecem nessa vida. Agradeço a todos que entraram na minha vida há muito tempo, os que entraram recentemente, mas que todos, os poucos que realmente são meus amigos, saibam o quanto os amo e o quanto são a diferença do meu sorriso e do meu choro. Que fazem parte da família e também essa outra família que Deus me apresentou no decorrer desta árdua caminhada, mas que de mão dadas com vocês se torna mas leve e eu diria com toda a certeza FELIZ e DIVERTIDA!
"E OBRIGADO POR EXISTIR, AMIGO"(s).
Queria agradecer também a pessoas que entraram na minha vida não como amigos, mais como amores, como conhecidos e que fizeram também a diferença na minha vida, pessoas que saíram com tanta pressa e eu não sei se voltaram, as pessoas que me ensinaram de alguma forma o valor das coisas boas, as pessoas que nem sequer ficaram na minha vida apenas trocaram algumas palavras mas tentaram me alertar de coisas boas e ruins, agradecer aquelas pessoas que com um sorriso fazem a diferença, as pessoas que sabem a sua importância pra mim mesmo estando distantes agora, pessoas que sempre estarão presentes na minha vida mesmo que distante, sem esquecer aquelas que de alguma forma me machucaram e me fizeram crescer, a todas as vezes que a confiança foi quebrada, e só fizeram fortalecer a confiança em outros e em futuras pessoas que entraram na minha vida.

E pra acabar agradecer a cada um de vocês por fazerem dos meus dias mais felizes e mais loucos, espero muito fazer o mesmo por vocês.

E de coração queria agradecer a alguns presentes que recebi dia 31, que em um primeiro momento eu não consegui enxergar, pois passei o dia 1 reclamando de coisas que não aconteceram!
"Volto a sonhar com os dias que julgava bom, quando o sol estava aceso até mesmo no luar"

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O que vale a pena

O que realmente vale a pena, fico em dúvida a maior parte do tempo, mas na dúvida prefiro errar pelo excesso do que pela falta, pelo excesso de credibilidade, excesso de carinho, de demonstração de afeto, de atenção.
O que vale a pena, pra mim, vale a pena perder horas olhando crianças se divertindo como se as horas não passassem unicamente porque com tão pouco elas são felizes, enquanto muitas vezes nosso egoísmo não nos permite ver todas as dádivas que a nós foram dadas e simplesmente deixamos de aproveitar as vezes por estarmos tão focados em pequenas coisas, que nos parecem de valor inestimável e quando passa aquele período acabamos frustrados, pois o passado nos dá o direito de reconhecer erros e não de conserta-los.
O tempo passa e aprendi a acreditar nas pessoas, não porque todas mereçam credibilidade, tão pouco porque nunca irão me frustrar, mas porque faço questão de reforçar que de todas as vezes que me decepcionei nem uma me magoou tanto, quanto as vezes que as pessoas as quais minha confiança valeu a pena me deixaram feliz, as vezes em que passamos a tarde falando besteira em um barzinho, as vezes que passamos a noite dando risada de qualquer coisa, as vezes que seguramos um as lagrimas do outro e que o sentimento de felicidade veio depois quando vemos que são pessoas verdadeiras, os reveillons juntos onde pra alguns o primeiro de muitos e pra outros mais um de vários que irão vir. Comemorando também os amores e desamores e que todos da sua forma valeram a pena, porque nos ensinou a ser fortes, a ser honestos, mesmo os que nos machucaram que nos sentimos traídos, para mim valeram muito a pena, pois nos preparam para outros amores, outras paixões e o que pra mim é mais divertido, é que essas coisas que machucaram nunca me criaram nem um tipo de bloqueio, só me fizeram me jogar ainda mais de cabeça. Posso quebrar a cara quantas vezes forem, mas prefiro ainda assim acreditar que paixões serão verdadeiras e que amizades sempre irão aparecer.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jeito

Não foi ontem, nem hoje, ou há um mês ele mal sabe quando foi, ele lembra de estar perdido entre algumas doses de grey goose , e o turbilhão de emoção que tomavam conta dele aqueles dias, já faziam algumas horas que estava na festa, ele já havia chegado meio perdido nos pensamentos, talvez as vodkas e as cervejas que tomou com os amigos no pub próximo antes de ir a festa tenham ajudado para se sentir assim. Entre conversas perdidas com os amigos e olhares inquietos em busca dela, era possível ver uma pequena inquietação por parte dele, procura-la e não vê-la era um pouco frustrante, no entanto nesta ansiedade inquietante na qual ele se encontrava, podia-se notar um ar estranho e alegre de felicidade. O que fazia com que um pequeno ritmo eufórico fosse transmitido por ele as pessoas em volta.
Finalmente ele a vê entrar, com um sorriso iluminador, ele novamente fica nervoso, aquelas horas de conversa e coisas dessa semelhança se tornam para ele unicamente um aspecto ainda mais inibidor, não de primeira ele vai cumprimenta-la, segue em direção ao bar pede uma dose a mais de vodka essa vez mistura com energético, volta aos amigos acende um cigarro, os amigos notam a agitação e a cumplicidade entre eles bastou que a troca de olhares lhe mostrasse o significado de tudo aquilo para ele.
Como armação do destino enquanto ele acabava o ultimo gole do seu drink, ela passava na frente dele, ele sutilmente pegou no braço dela, uma pequena e rápida troca de olhares aconteceu antes de que eles começassem a se beijar, um beijo romântico que ao mesmo tempo tirava o fôlego. Entre os beijos muitas conversas, sobre assuntos diversos, era assustador o encaixe entre os dois. Os tempo de conversa pela internet, telefone, mensagens e o pequeno contato pessoal anterior entre os dois, permitia que eles se conhecessem um pouco e se sentissem bem a vontade, ela fala pra ele pequenas coisas as quais admirava : "Gosto da sua camisa do Flamengo, meio que desbotada de tanto você usar, do modo que admira seus amigos, da maneira carinhosa que se refere a sua família e da forma que se dirige as pessoas, como pensa no futuro mesmo sem esquecer o que passou, que fala de uma forma empolgada o quanto gosta de pequenas e bobas coisas que pelo seu tom ganham um valor inestimável, a forma a qual você dança timidamente por não saber dançar e o seu romantismo certo para falar das coisas certas nas horas certas e que simplesmente no momento certo saiba me fazer um jantar, o qual será inesquecível. Gosto da forma que você fala do seu trabalho e o quanto você é louco por crianças. Isso simplesmente me assusta e me deixa extremamente calma, ao ponto de conseguir passar a noite te olhando ou perdida entre beijos quentes e eufóricos, porque você me transmite estes dois lados, o louco e o são."
Ele deixa fugir alguns sorrisos tímidos, o que provavelmente surpreendeu até ele mesmo pelos drinks que ele havia tomado, ele não esperava ficar sem graça na frente dela e a beija simplesmente deixando claro a ela o quanto ela é especial para ele, durante o beijo pensamentos perdidos, vem a cabeça dele do primeiro, do dia que eles foram apresentados, dos sorrisos, das várias horas de conversas, das músicas marcantes, da forma que suave que ela costuma falar, e até mesmo das piadinhas as quais ele não via menor graça mas que ela adorava fazer. Quando perceberam a hora, saem da festa juntos, sentam e conversam durante horas em um pequeno banco em frente a casa dela. Se despedem com um longo beijo e ele precisa voltar a festa pois lá estão pessoas que precisam voltar com ele. Pega os amigos, seguem até um sushi próximo, durante muitas risadas, conversas, sushis e cerveja, era notável que algo bom havia acontecido, vão todos para suas respectivas casas. Ao chegar em casa deita e dorme timidamente feliz.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

E espuma é tudo o que há...

Tese: Duas (ou mais) pessoas se conhecem numa dessas emboscadas da vida.
Antítese: amor e sexo, fome e vontade de comer, chuva sobre terra seca, bolhas borbulhantes espocando em ávidos ouvidos, palavras doces como alaridos de colibris.
Síntese: olho-cheiro-boca-língua-lábio-lábia-lirismo.
(...)
Quando amamos, o quadrado fica redondo, o céu encontra-se com o mar, as nuvens beijam as ondas, e espuma é tudo o que há.
E não falo aqui de um amor específico, e sim, apenas de um amor puro, pelo cão ou pelo gato, pelo beijo ou pelo papo, pelo irmão ou pelo sapato... amor legítimo. Aquele que faz a saudade doer, o sono desaparecer...
Amar é mais simples do que as pessoas pensam. Saber conviver com o amor genuíno é que é a tarefa árdua e complicada, que leva uma vida toda. Ou várias vidas.
Amo tudo o que tenho. Só falta aprender a preservar melhor o amor que vale realmente a pena. E existe aquele que não valha?

Palavras inspiradas em um livro que tô lendo: Roman-se, de Claufe Rodrigues. E tbm no texto anterior do meu amado amigo Neto. =D

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

de mim os melhores

As vezes quando me perguntam, sobre coisas que penso, vejo que meus pensamentos ficam incoerentes diante a situações que de uma forma ou de outra me envolvem emocionalmente.
Nem mesmo consigo organizar as idéias procurando apenas falar da forma mais sensata o que a minha insensatez possa representar. Consigo entender de formas claras coisas mais complexas que não envolvam sentimentos ou emoções, como resolver uma formula difícil, criar uma luz complexa onde as circunstancias do local não me prevalecem.
É estranho pra mim falar de sentimentos, de saudades e de perdas, é difícil entender como pessoas são só pessoas, e por isso podem nos frustrar e nem por isso devemos as ver como as grandes "filhas da puta" porque afinal pessoas são só pessoas. Sempre que aparecem pessoas na minha vida, procuro sempre pensar que irão valer a pena, me jogar de cabeça e usando como critério apenas que sejam pessoas do bem e de boa índole, isso me basta para ser muito feliz. Meus amigos são os melhores, não por serem ricos ou pobres, pois as minhas amizades se baseiam em um único interesse o bem, a boa energia e coisas do gênero que engrandeçam a minha alma, que engrandeçam o meu ser. Amigos que quando eu faça minhas bobagens ou tolices saibam me repreender, mas também os mesmo que estejam do meu lado calados ou falando besteira quando minhas lagrimas tiverem que cair. As coisas que eu não entendo vão muito, além disso, e ai infelizmente tenho que confessar a minha intolerância com algumas coisas, reconheço que pessoas são só pessoas, e por isso também tenho meus defeitos, não entendo a hipocrisia de falsas amizades que te dizem amigas por interesse, interesses esses que se desmancham e sobram apenas magoas do que poderia ter acontecido de bom caso a postura houvesse sido diferente, não entendo realmente.
Mas tantas pessoas boas que entram e saem das nossas vidas umas deixam marcas que levaremos pra onde quer que for, esteja la falando de amigos ou de amores, digo mais minha vida só se manteram por muito tempo os melhores, o melhor amor, o melhor amigo, a melhor família, essa eu não tive direito de escolha, mas ainda assim Deus me presenteou com a melhor.
E pra completar eu posso não entender muitas coisas, nem a mim mesmo varias vezes, mas eu posso agradecer aos que conseguem entender minha loucura tão sã e as minhas bobagens tão sérias, que fazem de mim quem sou, e dos que me gostam, os melhores, pra mim.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sexta-feira!

Finalmente chegou sexta-feira, mal começou a noite e ele já está indo para um happy-hour, encontrar os amigos, uma mistura de aflição e ansiedade estão presentes no seu tom de voz, quando liga para convidar os amigos para o bar, como de costume iriam ouvir mpb, tomando algumas rodadas de chopps, misturadas com horas de conversa, faziam com que a noite desse lugar a madrugada. No meio de risadas perdidas e a fumaça que tomava conta do ambiente, ele e os amigos se divertiam com a boa música, hora mais exaltados até mesmo cantarolavam junto com o músico, fazendo com que o ambiente se tornasse mais descontraído, no meio de muita música boa, varias lembranças de coisas atuais, que o deixava desconfortável, com um olhar de cumplicidade um grande amigo o olha e cantarolam juntos "Vai meu irmão, pega esse avião, você tem razão de correr assim deste frio..." apenas momentos passados que o haviam marcado, e por isso a troca de olhares.
As horas vão passando e o papo continua cada vez mais regrado de risadas e cervejas, no meio a cortina de fumaça que tomava conta do lugar, ele arregalou os olhos pois sua visão no meio de toda aquela fumaça ficava turva. Mas ele tinha certeza que aquela era uma das mulheres mais encantadoras que ele já havia visto, procurou logo saber quem a acompanhava, viu que era uma amiga e deu um sorriso, logo o seu amigo que ainda continuava no bar, entendeu a situação.
Elas sentaram na mesa a frente, a qual eles ocupavam. Ele manteve a atenção no que conversava com o amigo, mas não conseguia desgrudar os olhos dela, ela parecia bem familiar, talvez de um grupo de amigos em comum, ou simplesmente por frequentarem os mesmos lugares. Ela o olhava meio tímida, mas era claro que não existia nem um tipo de rejeição isso o fez ficar mais contente. Atenciosamente ele reparava em cada gesto dela, o sorriso dela era algo que o havia marcado desde a hora que ela havia passado da porta, pela simpatia que transmitia. Ela como quem joga charme passava as mãos nos cabelos e sorria. Ele não conseguia deixar de reparar quão bonita ela estava um vestido coberto somente por um casaco negro que fazia com que os seus cabelos chamassem ainda mais atenção.
Ele encontrou uma chance quando reparou que o champanhe dela estava quase no fim, tomou a liberdade de pedir ao garçom que levasse uma garrafa de chandom, para as duas amigas, ela gentilmente sorriu e agradeceu, a gentileza. Ele estava eufórico, a situação lhe deixava muito animado, mas ele não queria tomar nem uma atitude precipitada, após algum tempo ele e o amigo se levantaram e sem querer parecer inconveniente perguntou se podiam sentar juntos a elas, se olharam e com um discreto sorriso ela consentiu com a cabeça e com um gesto com a mão ela apontou para o lado dela, com um sorriso de quem havia conseguido o que queria ele se sentou fazendo menção que o amigo sentasse também.
A noite ia passando e era engraçado como o papo e as risadas se encaixavam de forma harmônica, a troca de olhares durante a conversa até mesmo a forma de sorrir um para o outro deixava claro que a mesa haviam quatro pessoas, mas se estivessem só os dois estaria muito agradável também. Muitos sorrisos e então elas precisam ir, ele não queria parecer abusado ou indelicado ao pedir o telefone e tinha medo da situação constrangedora que seria se ela dissesse que não, então lhe perguntou com um sorriso no rosto: "Será que poderiamos acabar essa conversa qualquer outro dia?" assim conseguiu o telefone dela, e elas foram embora, ficaram os dois pediram mais dois chopps cada um e foram embora.

Um bom fim, para uma sexta que o afligia por algum motivo.

Beijos gente!

sábado, 26 de setembro de 2009

Novamente vivendo

Após longa espera ele decide viver novamente, cansou do sentimento de auto-piedade que tomara conta dele desde que ela o havia deixado, acordou com o sentimento de que hoje é um bom dia. Porque não? Afinal nos últimos três meses ele tomara uma rotina na qual até seu rendimento no trabalho havia caído, seus amigos ele já mal falava. Era um bom dia pra recomeçar. Sábado, esse horário, ainda dava pra correr pra cidadezinha onde costumava surfar com seus amigos, botou uma bermuda confortável, camiseta branca, jogou uma bermuda, camisa e cueca dentro da mochila, pegou sua prancha e saiu de casa, passou na loja mais próxima pra comprar parafina e foi para praia.
As ondas estavam ótimas, já chegando na praia viu o carro de dois de seus amigos mais próximos, isso o deixou bastante feliz, apressado feito criança, quando vê seus presentes em uma manhã de natal, ele correu para a agua. Muita conversa, surf, as coisas entre eles continuavam intactas, o sentimento bom no peito o consumia de forma revigorante. Saiu da agua, um pouco tonto ainda da auto-piedade que havia tomado conta dele nos últimos tempos. Mas disposto a viver. Sentam em uma mesa da praia pedem cerveja entre papo e cervejas, telefone toca, com uma cara de não muito feliz ele pede a mochila para tirar o telefone, atende, e discretamente começa a surgir um sorriso no rosto, o que o deixará feliz naquele momento, era uma amiga, estava na mesma cidade, e o viu passando de carro quando estava indo para a praia, sugeriu que eles se encontrassem, ele pede licença aos amigos para ir busca-la, o som do carro com Ramones em um volume que pudesse expressar o seu animo com telefonema que acabara de receber.
Ele chega próximo a casa dela diminui o volume com o intuito de não assusta-la, ela já o esperava sentada em uma cadeira na varanda da casa, se levantou e foi em direção ao carro, ela estava simplesmente linda, biquini branco, na sua pele clara, os cabelos soltos, um óculos escuro bastante grande, não o suficiente para esconder sua beleza e uma maquiagem bastante discreta. Ela entra no carro, e ele da um sorriso e agradece por ela ter ligado. Ele passa no supermercado, compra algumas cervejas e põe no isopor junto com gelo. Não parecia a mesma pessoa que sofria até a noite anterior.
Voltam para a praia, muito papo rolando e o dia vai passando, começa a escurecer, seus amigos passam a ir embora, a praia começa a ficar vazia, ele pergunta se ela ainda quer ficar, ela com um sorriso animado no rosto balança a cabeça. Ela se queixa de frio, ele tira sua camisa e a cobre. Volta ao carro para pegar o isopor e continuam bebendo, falando de coisas divertidas, após uma falta de assunto os olhares se cruzaram de forma fixa na qual nem um dos dois conseguia esconder a vontade de se beijar, assim foi inevitável o beijo. A praia estava completamente deserta, parecia que a situação havia sido criada somente para eles. Após o beijo, sorriso discreto de contentação mas não havia como notar que ambos estava felizes por estar ali. A noite vai entrando, mais cerveja mais papo, mais risos e mais beijos. São exatamente uma e quinze da manhã, a cerveja acabou. Ele leva o isopor de volta para o carro, e continuam se beijando. Vão juntos andar na praia, brincando feito crianças, ela apareceu em um ótimo momento para ele. Ele se sentia como em uma música do Lulu Santos que diz "Ela me encontrou eu estava por ai, errando de bar em bar, procurando e não achar".
No meio da praia ela pula em seus braços como uma apaixonada e eles caem juntos no chão, e começam a se beijar, sem se importar com o lugar onde estavam, a Lua era sua única testemunha ela grande e cheia, era o cenário perfeito para o que iria acontecer. Ele tira a camisa que havia vestido nela, e começa lentamente a beijar sua boca e seu pescoço, enquanto sua mão lentamente acariciava o corpo dela já quase sem roupa, coberto apenas pelo biquini, que não ficaria ali por muito tempo. Continuam se beijando, ele tira parte de cima da roupa dela, e a beija o corpo todo, ela se sente intensamente viva. E ali mesmo fazem amor, ele percebe que estava se apaixonando novamente, por uma antiga amiga, uma antiga paixãozinha, mas que o fazia muito bem. Entraram no mar, para tirar toda aquela areia do corpo. Voltaram ao carro ele tirou uma toalha e a cobriu com a toalha e um abraço apertado. Entraram no carro, e foram para a casa de praia dele. Mal passaram a porta, voltaram a se beijar de forma insaciável e logo estavam sem roupas na cama, fazendo amor novamente, quando acabaram ele a deu um beijo e ficaram simplesmente se olhando, o tempo passou e ela acabou dormindo e ele passou o resto da noite apenas admirando aquela beleza que o estava conquistando lentamente.

beijos gente ;)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sonhos

Sabe aquelas vezes que acordamos confusos com o sonho que acabamos de ter, de tão real que ele parece ser?
Assim foi hoje com Loren. A ressaca da noite anterior a fez dormir um pouco menos. E um susto no meio do sono também contribuiu um pouco pra isso.
Os dois primeiros segundos de consciência a deixaram um tanto quanto confusa, se o que tinha passado anteriormente teria sido verdade ou não acontecera.
Ela tentou puxar pela memória o que teria acontecido na noite anterior. Sem muito sucesso.
Mas conseguiu lembrar de flashs do que tinha feito, e do que tinham feito perto dela.
As lembranças surgiam muito confusas e o sonho meio bisonho se misturava com o que ela conseguira lembrar.
No entanto, retomando mais a consciência, Loren conseguiu perceber que o sonho estranho realmente teria sido só um sonho estranho. Que remetia um pouco do que ela vivia naquele momento. Confusão... era a palavra que resumia a sua vida, alí.
O sonho tinha sido uma situação perigosa em que ela se encontrava, perdida num caminho, mesmo que sendo um caminho bem conhecido.
Era justamente como ela se sentia naquele momento, no que estava vivendo. Perdida.
O sonho a lembrava o que se passava com ela, e isso a pertubava, a deixava mais angustiada.
Mas, perdida no meio dos pensamentos e pensando também no que a deixava mais com frio na barriga do que tudo no mundo (que era o seu menino), ela lembrara de uma história engraçada que tinha acontecido no dia anterior.
Sua mãe tinha tido um sonho desses. Que parecem reais. No entanto, o dela tinha sido até feliz e o que a tinha aborrecido era ter sido acordada no momento em que o sonho melhorava.
A mãe dela tinha sonhado com um passeio romântico e divertido com o Rei Roberto. E acordou (aliás, foi acordada) resmungosa e sorridente, contando o que teria acontecido no sonho antes de ele ter sido interrompido. Era engraçado, mesmo.
E perdida mais uma vez em seus pensamentos, enquanto ouvia o relato do sonho de sua mãe, Loren relembrou um desses sonhos 'reais' que ela teria tido na semana anterior.
Desta vez ela tinha sonhado um daqueles picantes, com seu menino (que na verdade não era nem um pouco seu). Esse teria sido um daqueles como o de sua mãe. Que ela nunca queria que acabasse. Só se fosse pra ser real.
E no meio de toda essa confusão, ela lembrava o quanto a angustiava não ter o seu menino por perto, e estar se sentindo tão perdida em si própria.
Era incrível como, estando perto dele, mesmo sem falar nada, ela conseguia se sentir a pessoa mais foda do mundo. E achava que não padeceria por nada. Só por sentir poder ao lado dele.
Esses pensamentos embaralhados a embrulhavam o estômago e talvez a ressaca da noite anterior piorasse um pouco esse estado.
A confusão aumentou. Ela tentou fechar os olhos pra retornar àquele sonho. Não o desta noite, e sim o da semana passada. Aquele do qual ela não queria acordar. Mas não conseguiu. Percebeu que seus pensamentos não iriam entrar em ordem tão cedo.
Rolou pra um lado e para o outro da cama mas não conseguiu mais pegar no sono. Tudo rodava.
Achou que era sua mente entrando em conflito só mais uma vez e abriu os olhos. Mas o teto e tudo mais dentro do seu quarto estava tão bagunçado quanto seu pensamento.
E ela pulou da cama, e saiu correndo pro banheiro...
Ao menos a sua ressaca ela conseguiu botar pra fora.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lugares incríveis

Ele acorda meio perdido, pega ao seu lado o celular, procura chamadas não atendidas, como uma criança na manhã após o natal, mas pra ele a sensação foi frustrante. Notasse que ele gostaria muito de não sair da cama hoje, mas ele precisa ir trabalhar, se arruma como de costume, um jeans, um tennis e uma camisa, não por coincidência, nem mesmo por se sentir de luto, apenas se sentia bem com preto. Arrumou o cabelo, um pouco despenteado, passou um perfume que gostava, tomou um copo de agua pra aguentar a ressaca, que era forte, tomou dois comprimidos de analgésico, e saiu de casa. Passou a pensar não mais no que o fazia mal, agiu diferente, pensou em alguem que ele não dava espaço pra se aproximar, ela não era como as garotas que ele já tinha se envolvido, ela era do tipo "patty", mas isso não o incomodava, a caminho do trabalho, parou na floricultura próxima ao trabalho, comprou um buquê de flores do campo, no cartão: "Gostaria muito de jantar com você esta noite, com carinho"e ao final assinou. Seguiu para o trabalho, o computador hoje seria muito mais uma espécie de mp3 do que um instrumento de trabalho.
Hora do almoço ele seguiu para o shopping, queria comprar algo que lhe fizesse sentir mais confiante pra esta noite. Seu celular toca, seus amigos querendo marcar alguma coisa, sinal de que o final de semana se aproxima, comprou uma camisa bem solta, branca e azul, nela tinha escrito algo que não consegui identificar.
As horas passam rápido, ele finalmente volta pra casa, liga o som, animado procura ouvir algo que o mantenha mais no clima, sua trilha foi "Bizarre love triangle - Frente". Ele em uma inquietação comum somente para um adolescente em seu primeiro encontro, se arruma querendo algo diferente pra esta noite, algo que a fizesse flutuar feito as idéias em um sonho romântico, não estava perfeitamente decidido do que faria, mas sabia que seria pra encanta-la. Ele queria que ela o encantasse, não só por sua beleza. Enquanto ele está confuso sobre o que faria, ela liga: "Em uma hora estarei pronta", ele finalmente teve a idéia, mas precisaria da ajuda de alguns amigos, afinal ele só tinha uma hora. Sua amizade com o porteiro do prédio onde morava com certeza iria ajudar bastante, providenciou uma mesa, duas velas e uma toalha bonita. Acreditava que aquela noite de lua, era um sinal, saiu de casa, passou em um restaurante de massas que ele muito gostava, pediu pene ao molho de frutos do mar como prato principal, de entrada tomate recheado com camarão, sobremesa ele já tinha um delicioso sorvete em casa. Passou em uma adega e comprou duas garrafas de um vinho que lhe agradava. Voltou para o seu prédio pra continuar a organização do jantar, alguns detalhes e tudo estaria pronto.
Novamente saiu de casa, estava muito animado com o que havia programado, chegou na casa dela, antes que ele telefonasse para avisar que chegou, a ansiedade dela fez com que ela fosse mais rápida, então ela desce, com um vestido vermelho, ela estava simplesmente incrível, seus cabelos tinham um brilho e uma leveza natura, seus olhos brilhavam, sua boca com aquele batom era um convite, seu corpo parecia ter sido construído para aquele vestido.
Ele sai do carro, a cumprimentou com um beijo na mão, abriu a porta do carro para que ela entrasse, em seguida entrou no carro. Ela o questionou para onde iriam, ele respondeu com um sorriso, pedindo que ela cobrisse os olhos com uma venda que ele havia levado com ele. Ela um pouco insegura fez o que ele pedia.
Chegaram no prédio dele, o porteiro entrega uma chave para ele, eles pegam o elevador, param, ele diz a ela que tenha cuidado com os degraus, ela não entende quando ele falou com o porteiro ela acreditava que estava sendo levada para casa dele, para ela não fazia sentido aquele lance tão grande de escadas, quando finalmente pararam de subir ele pediu a ela que esperasse um minuto, ele foi abrir a porta, e a conduziu novamente pela cintura, em direção a porta, logo que passaram um pequeno degrau ela começou a sentir um vento extremamente intenso em seus cabelos, corpo e rosto. Ele tirou a venda, e então ela percebeu o motivo do vento, ele havia preparado tudo para jantarem no terraço do prédio, apenas cobertos pelo céu, o sorriso dela de felicidade era tão encantador que fez com que ele já se sentisse realizado pelo esforço. Como música de fundo tocava, "Just the way you are".
Ele serviu calmamente as entrada que se encontrava em uma sala ao lado, em seguida o prato principal, tomavam vinho e conversavam sobre a beleza da cidade, ele não parava de observa-la , seu sorriso, gestos, até mesmo a forma de arrumar o cabelo, era tudo de uma beleza meiga e encantadora. Falaram sobre música, cinema, coisas bobas e coisas mais românticas. Ele havia esquecido a forma que havia acordado, ela já fazia com que ele se sentisse vivo novamente, ela sentia frio como um pretexto de ambos para se aproximarem mais, ele a abraçou e com um calor vindo de dentro, eles se beijaram tão intensamente quanto um beijo adolescente. Continuaram a beber, conversar e se beijar, quando acabou a segunda garrava de vinho e os dois estavam mais animados, ele decidiu que a levaria pra casa saindo dali. Ele não queria que as coisas se estragassem por acontecer rápido demais, quando foram embora, ele a levou em casa, abriu a porta do carro para que ela saisse, mesmo após todas aquelas taças de vinho ela continuava esbanjando uma beleza e charme que não consigo descrever. Ele a levou até a porta de casa, ela o convidou para entrar, ele deu alguma desculpa gentil se despediram. Ele voltou para casa, trocou a roupa e se deitou sorrindo até adormecer.


beijos gente ;)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Coisas atípicas

Como de costume ele sai do escritório um pouco mais tarde. Está noite isso não lhe chatearia, ele estava animado, encantado, sabia que deveria ser uma noite especial. Passara a semana toda se preparando, procurando em sua memória, truques de sedução, até mesmo as comédias românticas mais clichês ele havia locado, tudo pra conseguir o que ele almejava tanto, que naquela noite poderia acontecer.
Quando chegou em casa, foi pro banho ao som de "Girl you'll be a woman soon" se sentindo extremamente livre, se alguém ali o estivesse observando poderia dizer que a alegria e a empolgação eram contagiante. Após o banho sinal de nervosismo, ao chegar diante do armário, a questão era o que devia vestir, não queria com que parecesse um dia comum, também não queria chamar muito atenção, ele apenas desejava estar elegante e discreto, mas ao mesmo tempo ser notado, após alguns minutos olhando para o armário como alguém que esperava uma resposta e não obtinha, mudou o foco por alguns minutos começou outro procedimento, decidiu o perfume que usaria, botou suas roupas intimas, e as meias, pegou um jeans escuro e voltou novamente para a blusa, olhou para uma camisa branca de manga comprida e assim foi fácil escolher o sapato.
Voltou ao banheiro para procedimentos de higiene, e passou a se vestir, quando finalmente acabará de vestir, pensou o que fazer com o cabelo, aquela coisa "engomadinha" não serviria, não pra esta noite. Penteou de forma que parecesse ele mesmo. Passou novamente perfume, de forma que se sentisse bastante a vontade com ele mesmo. Sua empolgação e alegria, brigavam com uma insegurança que horas vinha na cabeça dele, mas logo se continha afinal todos o viam como uma pessoa bastante segura e decidida. Saiu de casa, sem perceber que estava sem sua carteira e chave do carro, estava somente com o celular e a chave de casa, o celular ele não conseguira de forma alguma esquecer, já que a ansiedade de que tocasse era tremenda, voltou um pouco apressado, para pegar o que havia esquecido. Novamente, desceu, entrou no carro, e seguiu para um pub que ficava a três quadras da sua casa, ele já não aguentara de tanta ansiedade, e por isso não podia esperar o telefonema em casa, ele precisava de um drink, chegou e pediu uma dose de absolut e um redbull.
Entre sua confusão e ansiedade tentava não pensar muito nela, buscava pensar em coisas mais sóbrias e menos lúdicas. Enquanto sua cabeça estava agitada ele acende um cigarro e fuma lentamente enquanto degusta seu drink, seu celular toca, não, ainda não era o telefonema esperado, apenas um grande amigo querendo saber como andavam as coisas, e estava indo para o mesmo pub, era um dos lugares frequentados por seu grupo de amigos. A primeira hora se passa, seu amigo já ao seu lado e ele com uma ansiedade que não se havia visto antes, então o telefone toca, agora sim, animado ele atende e em questão de alguns minutos fechou sua conta e saiu do pub, deixando seu amigo, com a expectativa de que fosse a noite que ele realmente esperava.
Entrou no carro um pouco atrapalhado, pela ansiedade, reforçou o perfume, seu perfume favorito estava também em seu porta-luvas. se olhou no espelho, arrumou mais uma vez o cabelo. E seguiu para a casa da moça que ele tanto desejava, ele chegou, pela primeira vez na noite telefonou a ela para dizer que a esperava na portaria, após longos dez minutos de espera, ela desce, ela estava deslumbrante, ele sai do carro, lhe da um beijo no rosto, abre a porta e entra novamente no carro, como uma brincadeira com a situação entre seus cds desarrumados, ele procura um do Eric Clapton, ele queria muito por uma música que pra ele condizia com a ocasião, finalmente após um pequeno tempo procurando, o que pra ele parecia um longo tempo ele conseguiu achar e bota "Wonderful tonight". Ela apenas dá um sorriso tímido e contente, então eles seguem para um restaurante, ela pede salada, ele pega antepastos e pede um vinho tinto seco. A noite segue e a conversa, os rostos dos dois cada vez mais deslumbrados e encantados um com o outro. Eles notam que o restaurante começa a ficar vazio, e acham melhor irem para algum outro lugar, eles estam muito a vontade um com o outro, ele sugere ir para sua casa, para continuarem tomando vinho e batendo papo, afinal ele tem uma ótima adega de vinhos. Eles seguem pra lá, entram no apartamento, ele bota uma música romântica mais animada, vai para adega e ela para a varanda, fica olhando a paisagem enquanto da passos de uma dança calma e ao mesmo tempo alegre, ele volta e a vê na varanda, fica encantado com a cena que virá ela com seu vestido preto, um pouco antes do joelho dançando de forma exuberante, talvez as taças de vinho a tenham deixado mais alegre e solta, permitindo que ela se sentisse completamente a vontade para dançar sozinha na varanda, ele fica mais alguns segundos olhando e segue pra lá sentam em uma mesa confortável que fica ao canto da varanda e continuam o papo, entre papos e beijos, as coisas estão esquentando, o batom vermelho que ela havia posto já estava borrado desde o primeiro beijo, era tudo tão intenso que nem um dos dois se dará conta real de como as coisas estavam acontecendo, apenas estavam felizes de estarem ali. Ela com aquele vestido, o deslumbrara desde a hora do encontro no inicio da noite, entram e começam se beijar de forma quente e suas mãos cada vez mais se confundiam no corpo um do outro, estam no quarto dele, ela tira a camisa dele, e deitam na cama, ele sem muita pressa tira o vestido dela, procurando a admirar, e quando ela se da conta da situação pede para que parem, ele sem entender apenas consentiu com o que ela havia pedido, sem entender nada. Rápido ela bota o vestido e ele a leva em casa.

Problemas de mulheres acontecem apenas uma vez no mês precisava ser justo naquela noite?

hahaahhaha

Abraços gente, vou voltar a escrever!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pois é...

"Um dia eu vou virar verso.
Cansei de ser prosa..."

domingo, 14 de junho de 2009

You're just too good to be true

Can't Take My Eyes Off You
Composição: Frankie Valli



"... love you baby, and if it's quite alright
I need you baby to warm the lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray
Oh pretty baby, now that I've found you, stay
Let me love you baby, let me love you..."

Já que passou dia desses o dia dos namôs, aí vai uma musiquinha para homenageá-los, e atualizar esse blog tbm né?!

A versão que eu estou ouvindo é do Muse... mais pesadinha. Mas a original é do Frankie Valli, linda tbm.

Felicidades pra todos que amam, e não só aos namorados. (L)

terça-feira, 19 de maio de 2009

"É como se eu não acreditasse nas palavras
Porque, no fim, elas são o reflexo do que acreditamos
Tão burras quanto tudo o que sabemos
Tão cegas quanto tudo o que enxergamos
Tão incertas quanto tudo o que prometemos
Mesmo sem saber o nosso destino."

Para atualizar. ;D

Palavras de uma sábia pessoa. =*

sábado, 18 de abril de 2009

Páscoa

Para as pessoas que eu não mandei por e-mail, e que leem este blog, e também para atualizar, já que só eu estou fazendo isso ultimamente, aí vai um texto muito interessante sobre a páscoa. É engraçado, mas faz a gente refletir...

*Luís Fernando Veríssimo é O cara *

- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa,se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Carmen, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
- O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular
esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era... era melhor,sim... ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia ele morreu?
- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
- Que dia e que mês?
- Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois!
- Não, três dias depois.
- Então morreu na Quarta-feira.
- Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no Sábado?
- Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- Ui...
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!


Luiz Fernando Veríssimo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Peace and Love.

A demonstração mais gostosa e sincera que podemos dar a quem amamos, é o beijo.
Hoje é dia dele!

Quero desejar a meus amigos e leitores deste humilde blog um feliz dia do beijo, aproveitem, beijem o máximo que puderem. E não falo só de beijo na boca. Beijo na testa, no rosto, no nariz, no pescoço... todo beijo vale ouro. É tão bom de dar quanto de receber.
Por isso, meu desejo hoje, é que todos demonstrem seu afeto às pessoas de quem realmente gostam. É muito bom recebermos palavras de carinho e atos também.
Tá bom de conversa fiada. Vamos procurar alguém a quem beijar, já. ;D

Hoje também é dia do Hino Nacional:

"Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."

Peace and love.